Estes germânicos sempre se entenderam muito bem com os "krafts" e os "arbeits", atirando um pouco o barro à parede (a ver se cola), imagino que o som das cidades alemãs do século XX esteve sempre um pouco inundado pelo som de maquinarias a trabalhar, as duas guerras mundiais poderiam suportar sobejamente esta minha teoria (não apenas a industria que suportou a máquina de guerra, como a industria pós-guerra que tratou de reconstruir as cidades).
Ora, o processo de formação de uma inteligência é a nossa capacidade de estabelecer razões entre os dados que temos em memória; por isso, em muitos casos, coisas ditas "geniais", não são imediatamente reconhecidas senão passado muito tempo. Isto acontece porque as pessoas não dispõem ainda de dados suficientes em memória que lhes permitam entender determinada peça.
Não dispersando, julgo que a memória sonora dos alemães sempre esteve muito colada a esse som industrial e daí terem surgido bandas a pontuar este ritmo, como foi o caso dos Kraftwerk.
Por aí em diante, escusado será dizer que o som de Berlim é o techno, música de carís electrónico que aliás, reforçando o que acima defendi, (o electro) tem sido actualmente um dos géneros mais apetecido por uma nova geração, que cresceu ao som das Nintendos e Playstations.
Bom, isto tudo é meramente para dizer que o meu irmão encontrou uma verdadeira pérola.
Nos anos 90, em plena revolução rock, não nos passava pela cabeça andar a ouvir techno... no entanto admito que tinhamos uma cassete em casa com o Thunderdome IV, que logicamente se perdeu ou foi reciclada em cassete de jogo de Spectrum.. cá estamos nós, uma década depois, a re-encontrar este clássico no youtube. x)
Deixo-vos com o tema de 1994, "Noise is the message" por Hardsequencer Amiga (sim, este fulano fazia as músicas no Amiga.. now that's old school)
I am a nightmare walking... I am a nightmare walking...
puntz puntz puntz puntz.


E para acompanhar o tema, eis uma foto minha tipicamente 90's, muita mania tinha eu de andar com coisas escritas/desenhadas nos braços, talvez por isso nunca ganhei a mania das tatuagens. Outra caracteristica era o uso abusivo de pulseiras; a roupa era toda da feira (ui o que eu adorava esta T-Shirt do Félix!) e, pois tá claro, o belo colar Givenchy que ostento é, como podem observar, um atacador.


